O que mais os políticos desejam é subir a rampa do Palácio do Planalto, a sede do Poder Executivo da República Federativa do Brasil. O espetáculo para a troca de poder é coberta pela mídia nacional, com uma multidão contida do outro lado da avenida por um cordão de isolamento bem policiado. Afinal, o percurso até ali é longo e cheio de armadilhas. A população ainda não se acostumou com uma escolha do presidente por meio de um processo eleitoral que pode desaguar em um segundo turno.

Ocupar um lugar no Senado, ou na Câmara Alta, como preferem alguns, é um desejo de todo segmento da elite brasileira. Afinal, é para isso que o Poder Legislativo é bicameral. Os assuntos mais delicados e que podem prejudicar os interesses das oligarquias certamente têm que ter o aval dos senadores antes de chegar ao Poder Executivo.

Suspeita-se que os deputados não vão mais poder se reunir. O clima político chega perto de uma explosão e há quem despeje mais combustível na fogueira.

Ninguém ousa bater de frente com o ministro da economia. Nem o próprio presidente da República, que é um militar do Exército.

Nem o presidente escapa. O governo todo é responsabilizado pela crise econômica que o Brasil vive.

As pesquisas divulgadas provocam polêmica no país e no exterior. Instituições independentes duvidam dos métodos utilizados e apontam uma clara manipulação dos resultados.