O debate sobre a reforma agrária está de volta. Depois de alguns anos esquecida nos escaninhos do Congresso, ela volta impulsionada por um movimento social. Os debates buscam as origens da concentração de terra no Brasil, onde 1% dos proprietários são donos de 50% das terras. Ou seja, a maior concentração fundiária do mundo. O setor é acusado de perpetuar os latifúndios, reduzir a produção às monoculturas abastecedoras do mercado mundial e precarizar o trabalho no campo. A bancada ruralista no Legislativo é muito forte e dificilmente uma proposta de reforma agrária irá em frente. O primeiro ponto de impasse é como seriam pagas as indenizações das terras divididas.
 A polarização política e ideológica é uma característica dos novos tempos. Liberais e conservadores  de um lado e socialistas e comunistas de outro. Economia liberal e capitalista ou economia socialista planificada. Luta de classe que antepõe de um lado banqueiros, industriais e latifundiários e de outro, operários e camponeses. Há, segundo os analistas, uma clara luta de classes e a função do Estado é intermediar o conflito dentro das regras constitucionais. Contudo há acusações de parte a parte de que o adversário está tramando derrubar o governo e implantar uma ditadura ou do proletariado ou dos rentistas.
 
Esquecer o passado e olhar para o futuro. Este é o mote que move a diplomacia brasileira na cerimônia de coroação planejada pelo governo britânico. Um ou outro crítico, geralmente professor de História, diz que isso é se submeter aos caprichos de uma nação imperialista que, por diversas vezes, ameaçou o Brasil com sua marinha de guerra. Houve até mesmo momento em que as relações diplomáticas entre os dois países foram rompidas, aparentemente pelo espancamento de soldados ingleses na capital do Império brasileiro. Um caso de polícia que virou um atrito internacional entre Reino Unido e Brasil. Por trás estava o bloqueio britânico no Atlântico Sul aos barcos que faziam tráfico de escravos
 
A disputa pela presidência da República do Brasil nem sempre é apertada. Desta vez, o candidato apoiado pelo governo teve uma boa vantagem e nada indica que ele não vá tomar posse e governar o Brasil nos próximos 4 anos. A questão é que o candidato derrotado não se conforma com o resultado, faz campanha pelo país e acusa o vencedor de ter se aproveitado do sistema eleitoral corrupto e corroído pela fraude. 

As fábricas de armamentos ganham dinheiro exportando tudo o que podem e alimentam o chamado complexo militar-industrial. Mas não é suficiente. As nações europeias esperam uma decisão firme, que possa contar com o poderio bélico do Tio Sam e acabar com um morticínio que já dura um ano. A Casa Branca não dá sinal de que vai enviar forças militares, o secretário de estado só dá declarações evasivas e, vez por outra, reafirma a posição do governo de neutralidade. O congresso está dividido, porém, os republicanos  avançam e derrotam várias vezes os democratas, especialmente no que diz respeito à política externa americana.

A greve geral se torna um instrumento político. Em vez de juntar pessoas que buscam  melhores salários e condições de trabalho, outras categorias se juntaram. Responsabilizam o presidente da República pela situação calamitosa que vive o Brasil e, segundo os líderes do movimento, a saída é uma paralisação geral. O movimento arregimenta milhares de pessoas nas praças, e a polícia não tem condições de controlar. Jornalistas presentes nos comícios descrevem a situação como extremamente grave,