O presidente americano quer o Canal do Panamá. Deixa claro que a passagem do Atlântico para o Pacífico é estrategicamente importante para os Estados Unidos e, por isso, não pode abrir mão para que outra nação controle o canal. Está disposto a usar a força militar para garantir a gestão do canal, o que não é uma novidade, uma vez que, ao longo da história, os Estados Unidos intervieram várias vezes nos países da América Central e Caribe. É uma área estratégica para um país que quer figurar como cabeça de ponte de um polo geopolítico
Não se esperava a vitória dele na eleição presidencial. Nem mesmo o Partido Republicano acreditava que poderia derrotar o candidato do Partido Democrata. O americano médio, como sempre, está de olho nos preços do supermercado, no rendimento de suas ações em Wall Street, na oferta de empregos pelo mercado e como manter a supremacia dos Estados Unidos no mundo. Há uma ameaça consolidada, que vem do oriente e pode contaminar outras regiões do planeta, que interessa ao capitalismo do Tio Sam. Os partidos não engolem a sobrevivência do comunismo na porta de casa, fundado por Fidel Castro em Cuba, que ainda movimenta e inspira partidos de esquerda na América Latina, e o slogan antiamericano é Yankees Go Home. Isto é inadmissível para uma nação que durante décadas acalenta a política fundada na Doutrina Monroe – A América para os Americanos.
Não é a primeira vez, nem será a última, que uma alta patente do exército é presa por envolvimento político. Os militares militam na história da república desde a deposição do imperador Pedro Segundo. Constituem ao longo do tempo em um aglomerado político informal, conhecido como partido verde oliva. Os encontros, geralmente, se processam na capital da república, onde se reúnem em clube militar para acompanhar os acontecimentos políticos do Brasil , elaborar estratégias de intervenção militar na política e vigiar o Estado brasileiro para que não saia dos parâmetros que supõem sejam os melhores para a nação e o povo.
Há uma confusão de jornalistas na porta do hospital. Cada pessoa que entra ou sai vestida de branco é assediada pela imprensa. Pode ser um médico que tenha informações privilegiadas sobre o estado de saúde do presidente da República. Ele foi transferido do hospital de Brasília para o hospital de São Paulo. Os repórteres buscam informações de bastidores, sobem e descem escadas e entrevistam quem encontram no caminho. Nenhum veículo de comunicação se dá por satisfeito com as entrevistas coletivas capitaneadas pelo médico responsável pela saúde do chefe do Executivo brasileiro.
Os partidos políticos são a perdição do Brasil. Pelo menos é o que diz a propaganda oficial do governo. Não contribuem para nada, são ninhos de corrupção, e um canal aberto para o fisiologismo e o paternalismo. Por meio deles é possível ter acesso às verbas governamentais e canalizá-las para os seus verdadeiros currais eleitorais. Com isso se consolidam no poder, uma prática tão antiga como a República brasileira. A quem interessa a existência de agremiações sem ideologia, programa claro, cursos de iniciação política, publicação de livros e panfletos?
Cogita-se na capital do país que o atual presidente da República quer ser novamente reeleito. Se isso se concretizar seria o seu quarto mandato à frente do Poder Executivo. Dezesseis anos de governo. Uma performance, pelo menos em termos de longevidade, só comparada à de ditadores europeus ou latino-americanos. Há quem diga que é a instauração do autoritarismo no país, contradizendo os redatores da Constituição nacional, que previram apenas uma reeleição. No máximo, oito anos. O exemplo vem sendo seguido por todos os presidentes da República até agora.