O presidente da República é acusado de autoritarismo. Reforçam as críticas da oposição e da imprensa o fato de ser membro do Exército. Ele não teve, até assumir a presidência, uma atuação política de destaque. Uma vez no poder, põe em vigor a doutrina das escolas militares que ensinam a seus alunos que a melhor forma de gerir o país é por meio de um Poder Executivo forte, com centralização das decisões e não com a repartição do poder entre os grupos políticos locais. Ninguém pode contestar que ele chegou à presidência de forma legal, de acordo com o que está determinado na Constituição do Brasil.
As pesquisas erraram mais uma vez. O embate entre democrata e republicano se torna um jogo de apostas. Ora o vento sopra de um lado, ora de outro. À margem de avaliações técnicas, se sobrepõe a torcida por um ou outro candidato. Ou seja, a emoção ofusca a visão dos cientistas políticos e jornalistas de todo jaez. Ninguém ignora que o que está em jogo é a liderança dos Estados Unidos no mundo, posto que ocupa desde o final da Segunda Guerra e, pelo menos aparentemente, não há adversário geopolítico que possa contestar a hegemonia da América, rotulada pela esquerda como potência imperialista.
 
A reunião dos países não é apenas para discutir o destino econômico do mundo. É para avaliar a substituição da moeda, que é amplamente aceita no comércio mundial, por uma nova. Perder a liderança como uma moeda global é entendido como uma perda de prestígio e que se está debilitado diante da nova ordem mundial. É reconhecer que não mais se lidera a economia mundial como no passado e não mais se tem o reconhecimento internacional  de sua pujança. Movimentação geopolítica pode mudar a principal moeda do mundo.
A Rússia quer consolidar sua hegemonia. Para isso, junta os países que se dispõem a enfrentar a hegemonia dos Estados Unidos, a sede do capitalismo mundial. A reunião organizada pelo Kremlin é minuciosa, com todos os detalhes diplomáticos disponíveis para que a imprensa ocidental não faça uma cobertura com pouco jornalismo e muita crítica sobre essa ação de Moscou. Os aliados devem ajudar ao máximo a divulgação do encontro, por meio de sua máquina de propaganda – a todo vapor! – e buscar arestas na liderança americana, atribuindo a ela as dificuldades econômicas e financeiras que os convidados enfrentam no dia a dia.
 
A polêmica da legalidade dos chamados jogos de azar está de volta. Envolve até mesmo a primeira-dama do Brasil. Toda vez que um projeto de liberação dos jogos chega ao Congresso Nacional, há fortes reações contrárias de determinados setores da sociedade, entre eles a Igreja. Há os que querem a tutela do Estado sobre pessoas que não conseguem se controlar e arriscam tudo o que possuem na ânsia de ficarem ricas do dia para a noite. O jogo, assim como as drogas, cria dependência psicológica e física. É uma adicção como outra qualquer e, por isso, o Estado precisa estar presente e impedir a contaminação de toda a sociedade pelo jogo de azar.
 
Chefes de Estado esperam o ano inteiro pelo grande momento. Discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York. É uma oportunidade rara de ficar à mercê da mídia mundial e ver o seu discurso reproduzido ou noticiado em espaços jornalísticos de todo o mundo. Até mesmo os países rivais e inimigos prestam atenção no que é dito nos discursos da ONU. Os analistas sabem que o que chefes de Estado dizem não é escrito por eles. No máximo, como dizem os jornalistas especializados, dão um pitaco aqui e outro ali. Não é preciso prática nem habilidade, como dizem os vendedores ambulantes de guarda-chuva em dia de garoa. Basta ler o que os apresentadores da TV chamam de TP – o salvador teleprompter..
 
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