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Dia Mundial da Esclerose Múltipla - 28 de maio

Nos dias atuais, tem se falado cada vez mais sobre uma doença que, até bem pouco tempo, era desconhecida e, muitas vezes, nem sempre diagnosticada adequadamente. Com o avanço da ciência e, principalmente, o auxílio de equipamentos de diagnósticos cada vez mais modernos, a esclerose múltipla já ultrapassou os limites dos consultórios, mas ainda gera muita dúvida e temor nas pessoas, que de um modo geral, encaram a doença como uma sentença de sofrimento e vida cheia de limitações.

esclerosemultipla

Para esclarecer as principais dúvidas, o Dr. Roberto M. Carneiro de Oliveira, neurologista, desmistifica a esclerose múltipla que, hoje, possui tratamentos adequados e especialistas muito bem preparados para colaborar na qualidade de vida dos pacientes e a possibilidade de manutenção das atividades diárias:

  1. O que é a esclerose múltipla? “Doutor, estou ficando esclerosado?”

A resposta é não. É muito comum ainda vermos as pessoas confundindo o termo “esclerosado” com o indivíduo que tem esclerose múltipla. Começamos esclarecendo que a palavra “esclerosado” é uma forma mais antiga de dizer que uma pessoa está com uma diminuição de suas capacidades cognitivas e de memória, o quê nos dias atuais chamamos de demência e está muito mais relacionada ao envelhecimento. Já a esclerose múltipla é uma doença autoimune, que impacta principalmente mulheres jovens, entre os 20 e os 30 anos, de causa desconhecida e que se caracteriza por afetar o cérebro e a medula espinhal, ou seja, o sistema nervoso central provocando dificuldades motoras e sensitivas, que impactam diretamente na vida de seus portadores. Em termos técnicos, podemos dizer que na esclerose múltipla as células do sistema imunológico atacam a proteção das células nervosas, chamada mielina. Com esta agressãoque ocorre na mielina os sinais elétricos ficam atrasados ou impedidos de serem transmitidos entre os neurônios e isso provoca sintomas como dormência ou fraqueza, perda de visão, tremores, vertigens e fadiga.

  1. A esclerose múltipla tem cura? “Vou ter essa doença para o resto da vida?”

Infelizmente, a doença ainda não tem cura, porém, pode ser controlada e, assim, interferir minimamente na vida do paciente. Para isso, quanto mais cedo for diagnosticada, melhor, assim o tratamento será iniciado brevemente. Como primeira opção existem os imunomoduladores, que tem por objetivo reduzir os surtos e o intervalo entre eles, agindo sobre os processos imunológicos da doença. O primeiro medicamento da categoria está no mercado há 25 anos, auxiliando na qualidade de vida e trazendo mais conforto aos pacientes, que é o interferon beta-1b, conhecido comercialmente como Betaferon®. 

  1. Como diagnosticar? “Tem acontecido algo estranho comigo...”

Apesar da evolução na medicina e das descobertas na área, ainda é difícil diagnosticar precocemente a esclerose múltipla, isso porque os sintomas se manifestam de formas diferentes em cada pessoa. No Brasil, aproximadamente 30 mil pessoas são portadoras da doença, e entre essas, apenas cinco mil conseguiram o diagnóstico precocemente. Perda do equilíbrio e da coordenação motora, formigamento pelo corpo, perda de força e de visão estão entre os principais sintomas que caracterizam a doença, e quando acontecem, são chamados de surtos. A intensidade e o intervalo entre os surtos variam de acordo com o estágio em que o paciente se encontra e pode causar sequelas dependendo da gravidade. Por isso, a importância de procurar rapidamente um especialista assim que notar qualquer sintoma, pois quanto antes o tratamento for iniciado, menor o risco do surto progredir e, consequentemente, das sequelas serem graves.

  1. O papel dos familiares no processo: “E agora o que fazer? Como posso ajudar?”

Ao descobrir ser portador de esclerose múltipla, não apenas a vida do paciente é modificada, mas também de todos que convivem com ele, pois sua rotina será afetada ainda que temporariamente. O apoio dos familiares interfere diretamente no sucesso do tratamento, pois quanto mais motivado ele estiver, mais rápido responderá. 

Para auxiliar nesse processo, a Bayer oferece desde 1997 o Serviço de Apoio Betaplus. O paciente se cadastra no programa e então recebe atendimento gratuito e exclusivo de profissionais de saúde especializados, via telefone, internet ou visitas agendadas em casa, para que possam tirar todas as dúvidas sobre a doença e o tratamento que deverá seguir, além de receber um kit com materiais explicativos, que podem ser utilizados por toda a família.

Mais informações sobre o serviço podem ser obtidas pelo 0800-7020605 ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

  1. Depois do susto, a vida continua.

Uma vez que os surtos estejam controlados, é importante seguir em frente e retomar a rotina da melhor maneira possível, pois a doença apesar de limitar de alguma forma seus portadores, se for adequadamente tratada, não os incapacita.  Atualmente, existe mais uma ferramenta para auxiliar no tratamento dos pacientes e na compreensão dos familiares e amigos: o site CogniFit destinado ao treinamento e melhora dos aspectos cognitivos dos portadores de esclerose múltipla. O paciente tem a oportunidade de realizar jogos cerebrais que permitem a avaliação do estágio e da melhora das habilidades cognitivas, além de poder compartilhar seus resultados com os amigos e também com seu médico, auxiliando no acompanhamento da doença.

Saiba mais: site www.esclarecimentomultiplo.com.br e está disponível para os pacientes já inscritos no programa Betaplus. 

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Rosângela Cianci

Rosângela Cianci. Jornalista, blogueira, repórter, apresentadora, produtora de TV e idealizadora do site Universo de Rose. Incansável observadora do cotidiano, apaixonada pelo que faz. Ex-Secretária Executiva, sempre lidei com Diretoria e Presidência mas prestes a completar Bodas de Prata na área, resolvi desengavetar um sonho antigo: o Jornalismo. E parti pra nova luta com 40 (e uns anos), pois meu negócio é escrever e conversar sobre assuntos de A a Z...

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