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Lidando com a decepção

 

“Não espere nada dele porque assim, o que vier será lucro!”.

Essa é uma frase típica, dita por quem procura consolar alguém que está passando por decepções. E essas palavras têm muita lógica, pois quanto mais altas forem nossas expectativas, maiores serão as nossas decepções. Quando diminuímos nossas expectativas, as decepções também tendem a diminuir.

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Muitas vezes esperamos de outros, algo que não podem nos dar e acabamos colocando sobre terceiros a responsabilidade de nossa alegria. Isso é muito perigoso e enganoso. Nenhuma pessoa pode suprir, completamente, as carências de outra. Há muitos que tendem a sugar os outros procurando, assim, suprir-se emocionalmente, sejam cônjuges, filhos, pais, amigos, enfim. Isso é temeroso, pois existe sempre a possibilidade daquele que está sendo “drenado”, pular fora da relação, sentindo-se sufocado.

Esperamos ter sempre amigos ao nosso redor, esperamos sempre tirar notas altas, esperamos ter um relacionamento conjugal perfeito, esperamos nunca ter de passar qualquer tipo de necessidade, esperamos sempre conseguir o emprego dos sonhos, no local desejado, com o salário que achamos justo etc. E é aí, exatamente, que damos combustível para a decepção. Nem sempre ela será provocada por outras pessoas ou fatores. Muitas vezes, nós mesmos nos conduzimos a elas, pois devido a nossa humanidade e, conseqüente limitação, não conseguimos controlar todas as situações de nossas vidas.

Outra possibilidade de sermos acometidos pela decepção é quando esperamos que os outros adivinhem o que queremos. Precisamos nos lembrar que as pessoas não “têm bola de cristal”, ou seja, elas não podem adivinhar nossos pensamentos e desejos.

Há situações em que as decepções chegam a nós através de injustiças ou impotências. Alguém, profundamente querido, é brutalmente arrancado de nossos braços, recebemos uma notícia de que contraímos certa doença grave, uma catástrofe destrói tudo o que temos e, além dessas, inúmeras outras possibilidades de termos decepções podem surgir por cunho externo, totalmente desconectado de nossa vontade. Nessas ocasiões, o que de mais prático podemos fazer é correr para Aquele que se coloca prontamente a caminhar ao nosso lado e a repartir conosco a suavidade e leveza de seu fardo. "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve" (Mateus 11.28-30). Jesus, além de nos chamar para andar ao seu lado, nos alivia, nos convida a aprender com ele, e dá descanso a nossas almas. E como nossas almas têm se cansado!

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É certo que, enquanto estivermos deste lado do Jordão, teremos decepções. Sejam quais forem os motivos que as tragam:

• Por colocarmos nossas expectativas altas demais, esperando mais dos outros do que de nós mesmos.

• Por colocarmos nossas esperanças muito distantes de nossa realidade, como se vivêssemos um conto de fadas.

• Por não compartilharmos nossas necessidades e nos frustrarmos pelos outros não “as adivinharem”.

• Por situações externas, resultados de injustiças ou de impotências.

Ou ainda por alguma outra causa não citada, o que importa é o fato de sabermos que temos um Deus “que tudo pode e que nenhum de seus planos pode ser frustrado” (Jó 42.2). E esse Deus está conosco, nos ajudando a levantar, a curar as feridas e a prosseguir caminhando.

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