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“O que seria do amarelo se todos gostassem do azul?”

 

“Não há ninguém igual a nós - essa verdade nos conduz a um sentimento que pode ser interpretado como solidão, mas ao mesmo tempo como exclusividade”.

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A raça humana é composta pelo – “homo sapiens” – que é racional, bípede, mamífero e com as mesmas características de funcionamento da espécie.

Ao mesmo tempo em que todos os seres humanos partilham dessas mesmas particularidades, também se diferenciam uns dos outros, a ponto de não haver nenhuma impressão digital, arcada dentária e nem formação craniana iguais, sendo estas as formas científicas tradicionais de identificação. A tecnologia atual desenvolveu, também, outros meios para distinguir os seres humanos, sendo um deles através da retina dos olhos.

Caminhando mais, também podemos ver as diferenças de temperamento e personalidade como marcas pessoais. Essa diversificação que dá colorido e destaque às convivências, também pode trazer conflitos e polarizações.

Se pensarmos mais em nossa unicidade – não há ninguém igual a nós - essa verdade nos conduz a um sentimento que pode ser interpretado como solidão, mas ao mesmo tempo como exclusividade. E é nessa hora que podemos realmente nos conhecer, caminhar pelos corredores de nosso ser e de nossas características individuais e únicas. Essa introspecção pode transformar o sentimento de solidão em solitude (Solidão = sentimento de abandono. Solitude = paz consigo mesmo).

O Salmo 139 diz que no oculto Deus formou o nosso interior. E Ele, também, presenciou nossa dor de saída do útero materno e o choque pela perda do aconchego.

Muitos de nós passamos pela vida sem jamais voltar a nos sentir “em casa”. Vários fatores levam a isso, entre eles, o desconhecimento de que chegamos a este mundo mediante o “Sim” do Soberano Deus. A Ele aprouve que fôssemos únicos, diferentes de todos os que já vieram, e de todos os que virão. Como a vida seria monótona se todos fossem iguais e fizessem as mesmas coisas!

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E esse é o gancho para percebermos que as diferenças em um casal podem ser pontos de atração e conivência e não de afastamento. É fascinante notar as áreas em que diferenciamos de nosso cônjuge, aprender a lidar com elas e dividir as atribuições com base nisso. Por exemplo, um dos cônjuges tem facilidade com a área de exatas, “se dá bem com os números”, então possivelmente, essa pessoa virá a ser a responsável  pelas finanças do casal. Se um é mais extrovertido e o outro menos, os telefonemas e os contatos sociais podem ficar com ele (como o acertar detalhes de encontros com amigos etc.), enquanto o outro se dedica a outro tipo de atividade. E essa é uma ótima oportunidade para enxergar nossas diferenças e aprender a direcioná-las de forma lúcida e assertiva.

Uma agência de propaganda brasileira criou, anos atrás, um anúncio que ganhou vários prêmios. O tema era: “O que seria do amarelo se todos gostassem do azul?!”. Poucos se lembram que essa propaganda era das tintas Coral, mas a idéia da escolha ser decorrente da diferença individual permanece até hoje.

Se não tivermos em mente que Deus nos fez únicos, que cada um de nós tem vocações e dons distintos, podemos abortar o impacto de nossas vidas neste mundo.

Nesta sociedade de apelos por status e posições, até a escolha da profissão acaba obedecendo a uma escala de glamour e moda, tendo por fator decisivo o retorno financeiro. O idealismo ficou no esquecimento e a realização profissional está saindo do dicionário.

Existe uma prática chamada “tapa buraco”, em que qualquer pessoa faz o que for preciso para uma estrutura funcionar. Surgem, então, gerações de inadequados e insatisfeitos, que só fazem determinadas coisas porque não há escolha. Recepcionistas com “cara feia”, assustam visitantes; professores têm conhecimento mas não conseguem transmiti-lo e por aí vai.

Falando também aos casais quem tem filhos, eles devem procurar orientá-los no sentido de descobrir suas áreas fortes e fracas. Cito alguns passos práticos, baseados em estudo escritor David Merkh, professor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, em Atibaia, São Paulo. Os pais devem:

1. Conversar com os filhos, procurando saber por quais áreas profissionais eles se interessam;

2. Ir a campo, ou seja, levá-los aos locais em que as profissões almejadas estejam sendo praticadas;

3. Pensar em perguntas cujas respostas poderão ajudá-los a se perceberem, ou seja: - Você se sente bem, ou fica com vergonha de falar na frente de outras pessoas? Você prefere ler ou fazer artesanato? – Você gosta de fazer seus trabalhos da escola em grupo, ou prefere fazer tudo sozinho?

4. Procurar  confrontar características pessoais com atividades, ou seja, quem detesta números não deve fazer contabilidade, nem o desafinado seguir carreira musical;

 

5. Testes vocacionais também são recursos que devem ser usados.

Planejar a vida não é falta de fé, é inteligência. Nossos casamentos e nossas vidas pessoal e familiar poderão ser muito mais realizadas e felizes se utilizarmos as diferenças em nosso favor.  

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