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Puxaram o meu tapete!

 

As salas dos terapeutas estão lotadas de pessoas que foram traídas. Traídas no casamento, traídas nos negócios, traídas nas amizades, traídas “pelo destino” e a palavra “fidelidade” tem maior significado para aqueles que sofreram algum tipo de traição. O próprio Jesus foi traído por alguém próximo, com quem convivia lado. Ser traído no casamento, porém, é uma dor “desestrutural” e só quem sentiu sua profundidade pode entender essas palavras.

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Mas, se é tão evidente que a infidelidade causa tantos prejuízos e rompimentos (apesar da dor realmente ser maior para o traído, ela ocorre de ambos os lados), por que continua acontecendo de forma cada vez mais constante?

Pessoalmente, acho que a falta de percepção da própria vulnerabilidade nos conduz a “flertar” com o pecado e a tapar os ouvidos à voz da razão e à voz de Deus. Além disso, uma certa dose de arrogância resulta em desprezo das precauções que visam evitar um “tombo” desse calibre.

Se fôssemos falar sobre traição mental, provavelmente todos nós seres humanos teríamos “culpa no cartório”. A traição começa na mente. Se esses pensamentos forem destronados e substituídos (Filipenses 4.8-9), não chegam ao ato.

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Há duas palavras de esperança: prevenção e reabilitação, porém, se canalizarmos nossas forças e atenção à prevenção, será desnecessária a reabilitação. Com isso em mente, podemos destacar algumas atitudes. Creio que devemos:

- Conhecer nossa própria fraqueza – olhos abertos para identificar nossas fraquezas; 

- Manter “antenas ligadas” - para segundas intenções de terceiros;

- Perceber situações vulneráveis e ambientes propícios - que possam toldar nossa razão e nos levar a atitudes que mais tarde possamos nos arrepender;

- Lembrar que, além do inimigo, a nossa própria concupiscência nos atrai e sabemos que há inúmeras razões para que uma infidelidade ocorra. Não queremos ser simplistas. O coração humano é inconstante e enganoso. E é exatamente por isso que é necessário cuidar dele, procurando fazer uma triagem das influências que recebemos.

Há também casos de pessoas que são maltratadas no casamento e de repente recebem apoio, compreensão e tudo começa a caminhar para um desfecho de infidelidade. São incontáveis as situações. Deus conhece cada caso; os que são resultado de imoralidade, os que são resultado de abandono, os que simplesmente acabam acontecendo quase que sem motivo aparente, os que ocorrem pela falta de compromisso e por aí vai.

Além das atitudes práticas para mantermos nosso casamento saudável, com uma comunicação desobstruída, respeito e descontração, devemos também ter como objetivo ser fiel. Para tanto, devemos buscar a Deus, pedindo forças e foco, refazendo nossos votos de fidelidade primeiramente a Ele, pois assim, consequentemente também o seremos ao nosso cônjuge.  

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