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“Vampiros” emocionais

Muitas vezes esperamos de alguém algo que não podem nos dar e acabamos colocando sobre terceiros a responsabilidade de nossa alegria. Isso é perigoso e enganoso, pois nenhuma pessoa pode suprir completamente as carências de outra.

Um dos perigos desse tipo de situação se dá quando um dos cônjuges procura suprir-se emocionalmente “sugando” o outro. Essa “sucção” ocorre em muitos casamentos e, se não há uma percepção do que está acontecendo, seguido de conversas e às vezes até de busca de ajuda externa, o que estiver sendo “drenado” pode querer sair da relação.

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Há várias circunstâncias que podem gerar os chamados “vampiros emocionais”. Desde filhos rejeitados pelos pais dentro, ou fora do ventre materno; crianças que cresceram sem afeto, tenham ou não pais presentes; adolescentes que sofreram bullying; pessoas que foram repetidamente rejeitadas... Além desses há muitos outros casos (que nem imaginamos) responsáveis por causar desestabilidade e sequidão emocional.

Nenhum ser humano é totalmente equilibrado, porém há aqueles que extrapolam o aceitável. Esperamos ter sempre amigos ao nosso redor, esperamos sempre tirar notas altas, esperamos ter um relacionamento conjugal perfeito, esperamos nunca ter de passar qualquer tipo de necessidade, esperamos sempre conseguir o emprego dos sonhos, no local desejado, com o salário que achamos justo etc. E é aí, exatamente, que damos combustível para a decepção. Nem sempre ela será provocada por outras pessoas ou fatores. Muitas vezes, nós mesmos nos conduzimos a elas, pois devido a nossa humanidade e, consequente limitação, não conseguimos controlar todas as situações de nossas vidas.

Outra possibilidade de sermos acometidos pela decepção é quando esperamos que os outros adivinhem o que queremos. Precisamos nos lembrar que as pessoas não “têm bola de cristal”, ou seja, elas não podem adivinhar nossos pensamentos e desejos. E dependendo de como lidamos com esse tipo de decepção, podemos nos transformar em “vampiros emocionais”.

Há situações em que as decepções chegam a nós através de injustiças ou impotências. Alguém, profundamente querido, é brutalmente arrancado de nossos braços, recebemos uma notícia de que contraímos certa doença grave, uma catástrofe destrói nosso patrimônio e, além dessas, inúmeras outras possibilidades de termos decepções podem surgir por cunho externo, totalmente desconectado de nossa vontade.

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Nesses momentos, o que de mais prático podemos fazer é correr para Aquele que se coloca prontamente a caminhar ao nosso lado e a repartir conosco a suavidade e leveza de seu fardo. Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve (Mateus 11.28-30). Jesus, além de nos chamar para andar ao seu lado, nos alivia, nos convida a aprender com ele, e dá descanso a nossas almas. E como nossas almas têm se cansado!

É certo que enquanto estivermos vivos teremos decepções. Sejam quais forem os motivos que as tragam e seus níveis de profundidade:

  • - Carências provenientes da infância.
  • - Esperanças distantes da realidade (como se vivêssemos um conto de fadas).
  • - Frustração pelos outros não adivinharem nossas necessidades (ou desejos).
  • - Situações externas, resultados de injustiças ou de impotências.
  • - Expectativas altas demais, esperando mais dos outros do que de nós mesmos.
  • - (Outros motivos...)

Nem o casamento, o mais próximo relacionamento humano, pode suprir todas as nossas carências e necessidades. Receber o amor conjugal é sim compensador e agradável. Porém, mesmo as pessoas mais amadas podem sentir-se vazias e decepcionadas. O amor humano, por mais bonito que seja, é falho, é limitado. Somente Aquele que criou o ser humano, e o casamento, pode preencher o vazio de nossa existência e impedir que sejamos “vampiros emocionais”. Só Ele tem a chave que se encaixa perfeitamente em nosso coração e é o único que pode dessedentar nossas almas e despejar sobre nós seu amor incondicional suprindo, assim, nossa vida pessoal e nosso casamento.

 

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