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Família x mercado de trabalho

 

Até os quinze anos eu assistia televisão no colo do meu pai. Filmes de aventura, de ação, documentários faziam parte da nossa programação. Vibrávamos com “Rin-Tim-Tim”, “Lassie”, “Homem e mulher biônicos”, “O fugitivo”, “Nós e o fantasma”, “A família do ré mi” “Os Watsons”, “Memórias de Sir Winston Churchill”, “Combate” e muitos outros. Aprendia com seus comentários e era consolada quando o filme era triste.

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Cada dia, ao ouvir o carro entrar na garagem à noite, eu me escondia atrás da porta e assim que papai a abria, eu fazia “Buuuhhh!”. Ele representava sua parte tão bem que eu sempre achava que ele “quase morria de susto”.

Lembranças como estas trazem saudades e me fazem agradecer a Deus o privilégio de ter tido um pai presente em minha vida. Pai humano, com falhas, mas que temia a Deus e queria acertar.

Não é segredo algum que as mulheres sempre foram mais abertas que os homens. Em caso de problemas no casamento, por exemplo, elas saem na frente em busca de ajuda. São as primeiras a buscar livros de orientação e vão atrás de conselhos tendo em vista aprimorar seus lares.

Recentemente, porém, tem havido um boom de livros dirigidos ao público masculino. Há livros que falam sobre o papel do homem como pai, como profissional, como marido. Há dicas de mulheres, falando o que elas gostariam de ver em um homem. Há normas de cultura, há padrões, há sugestões. E há, também o ponto de vista de Deus, exposto na Bíblia, que dá orientações de como o homem pode caminhar com o Criador.

Porém, na insanidade da nossa sociedade consumista, o homem tem sido um dos mais prejudicados. A luta pela empregabilidade e pela sobrevivência, a competição, a deslealdade, predispõe até o mais sincero dos homens a buscar variedades de “armas” para a batalha.

E nisso costuma ser consumida a energia e os melhores anos dos representantes do sexo masculino. As mulheres também estão expostas a esse cenário, mas ainda há aquelas que conseguem não trabalhar fora enquanto seus filhos são pequenos, ou tirar licenças estendidas enquanto as crianças precisam dela em casa, trabalhar meio período enquanto os filhos estão na escola, ou até optar por não trabalhar fora, cuidando dos filhos e da casa.

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Creio, também, que as mães de filhos homens têm um papel vital em como os representantes do sexo masculino enfrentarão a vida, quando saírem de casa. Há mães que, simplesmente, servem seus filhos como se fossem escravas. Recolhem as roupas anteriormente arremessadas ao chão, aceitam grosserias e se colocam em situação de subserviência, suscitando desrespeito e a ilusão de que eles são os “donos do mundo”. Essa situação muda ao enfrentarem a vida com seus outros relacionamentos. Aqueles que não aprendem, acabam não se adaptando a empregos, não aceitando autoridade e nem responsabilidade. Além disso, esses filhos passam a buscar esposas que os tratem da mesma forma que suas mães os tratavam. E assim, essa situação vai se perpetuando, tornando mais complicado o relacionamento e a imagem dos homens em uma sociedade como a nossa.

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Mães que trabalham fora também podem dar uma visão da realidade que enfrentam no mercado de trabalho, de forma a orientar seus filhos em como relacionar-se em um ambiente profissional. E os pais, por menor que seja o tempo que tenham com os filhos, devem passar-lhes dicas que possam ajudá-los a se relacionar e a se portar de forma ética e respeitosa. Essa herança independe do saldo no banco. Integridade e ética são aprendidas em casa por palavras e por exemplo.

Então, pais e mães, comecem no dia a dia a preparar seus filhos para a vida, ensinando-os a arrumarem suas próprias camas, a ajudarem na casa e, principalmente, a respeitarem os mais velhos, a tratarem mulheres e crianças com gentileza e a serem honestos em todas as áreas da vida.

Creio que, agindo assim, estaremos colocando em prática vários ensinamentos bíblicos e, de forma resumida, ensinando os filhos a viver.

Matéria originalmente publicada na Revista Lar Cristão e utilizada com a devida autorização.


 

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