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Curtindo o compromisso!

Hoje temos colaboração especial por aqui, da jornalista Iara Vasconcellos. Vamos à leitura? Está bem inspiradora.

       O ser humano é realmente engraçado! Passa grande parte da vida estabelecendo alvos, os quais, quando alcançados, são muitas vezes desprezados. O proibido é atraente, o disponível rejeitado. Esses sentimentos dependem, em muito, do temperamento, da educação e da maturidade. Porém, são inerentes à maioria quase que absoluta das pessoas por todo globo, nas mais variadas culturas, indo desde a infância até a idade adulta e, de forma especial, no grande número de casamentos desfeitos.

O mito de achar a “grama do vizinho mais verde” tem destruído muitos relacionamentos que, como se diz, tinham tudo para dar certo. Esse tipo de coisa acontece e continuará acontecendo devido à insatisfação inerente ao ser humano.

Aliado a isso, também vemos em nossos corações, uma revolta com as autoridades estabelecidas. Tudo o que nos é imposto é “duro de engolir”. Trazendo esse tipo de sentimento para o casamento, muitas pessoas sentem-se “sufocadas” pelo compromisso assumido e essa é a desculpa para “pularem a cerca”, motivo que muitas vezes conduz ao divórcio.

Por outro lado há também pessoas que martirizam alma e espírito para cumprirem seus compromissos. Há vidas carregando amargor, contorcendo-se até as entranhas só para ser fiel à palavra empenhada, pois perderam toda a motivação do relacionamento. Entre elas há pessoas até de muita fibra que, estão “pagando o preço” para manter um casamento, por não quererem desagradar a Deus.

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Pessoalmente posso dizer que não conheço ninguém que tenha sido obrigado a se casar. Consequentemente, o compromisso assumido é de livre e espontânea vontade. Escolher ao lado de quem passar a vida é algo simplesmente maravilhoso. É um exercer volitivo aliado ao afetivo.

Olhando, porém, para muitos casamentos, só conseguimos ver aridez. Como é triste algo tão bonito durar tão pouco! Será que esse é um fardo inevitável a todos os casamentos?

Não. Não acredito nisso! Sei que não existem casamentos perfeitos, partindo do fato de todos sermos imperfeitos. Porém, acredito que seja possível mantermos o compromisso do casamento sem nos tornarmos amargos e desiludidos.

-         Tarefa fácil?

-   Não. Mas o desafio de não levar uma vida pessoal e familiar estagnada e medíocre nos motiva a prosseguir. Do meu ponto de vista diria que há, no mínimo, três formas de se cumprir um compromisso assumido:

  1. De forma positiva
  2. De forma neutra
  3. De forma negativa

Depende de cada pessoa. É uma escolha diária. O compromisso assumido de forma positiva é um esforço compensador, que redunda em grande lucro e repercute em cada membro da família, bem como nas pessoas ao redor.

No entanto, não queremos ser simplistas. Sabemos que há separações inevitáveis. Porém, há também situações que podem ser evitadas se houver boa vontade. Sabemos que o divórcio não faz parte do plano inicial de Deus. Ele veio a existir, como diz a Bíblia, devido à dureza do coração humano.

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Por experiência própria tenho descoberto que cabe aos protagonistas usarem a inteligência dada por Deus para facilitar essa tarefa. Tornar o dia a dia mais leve, mais gostoso, procurar agradar o cônjuge e a família em geral, redunda em uma vida mais descontraída e significativa. Isso, em termos práticos, sem falar na paz interior de saber que se está caminhando na vontade de Deus.

O assumir o compromisso de forma positiva também implica procurar fazer a nossa parte de forma criativa. Ser gentil, elogiar quando devido, incentivar quando necessário, programar passeios, viagens de final de semana, providenciar/preparar os alimentos preferidos da outra pessoa, levar café na cama em ocasiões de aniversários, celebrar vitórias da vida acadêmica ou profissional, consolar fracassos, compreender fraquezas e idiossincrasias etc., são algumas áreas nas quais podemos investir. Porém, cada família possui suas preferências e as sugestões acima devem ser adaptadas a elas.

Enfim, gostaria de concluir dizendo que se não direcionarmos a nossa vida, ela vai nos arrastar. Todo e qualquer relacionamento exige posicionamento e ação. Quem mora com os pais, com amigos, com irmãos, precisa trabalhar o relacionamento. Eles não acontecem simplesmente por acaso. Não são gratuitamente compensadores.

E, apesar de não haver fórmulas mágicas, nem receitas infalíveis, há a vontade de fazer algo que começou bem, voltar ou continuar a funcionar. E, para isso, podemos contar com a ajuda de Deus, que foi o inventor do casamento!

* Iara Vasconcellos é jornalista, produtora editorial e tradutora. Trabalha como editora assistente na Editora Hagnos em São Paulo. Matéria originalmente publicada na Revista Lar Cristão e utilizada com a devida autorização.

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Rosângela Cianci

Rosângela Cianci. Jornalista, blogueira, repórter, apresentadora, produtora de TV e idealizadora do site Universo de Rose. Incansável observadora do cotidiano, apaixonada pelo que faz. Ex-Secretária Executiva, sempre lidei com Diretoria e Presidência mas prestes a completar Bodas de Prata na área, resolvi desengavetar um sonho antigo: o Jornalismo. E parti pra nova luta com 40 (e uns anos), pois meu negócio é escrever e conversar sobre assuntos de A a Z...

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