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Amor e Profundidade x Amor e Amenidades

Hoje temos colaboração especial por aqui. Vamos à leitura? Está bem inspiradora.

Haverá momentos em que será preciso usar diligência para tornar o ambiente mais gostoso, mais saudável, mais leve…

Os seres humanos, tanto em sua individualidade, como em instituições, passam por diferentes fases na vida. O casamento, como uma instituição composta por pessoas soma situações mais do que propícias para representar diferentes fases. Fala-se, cala-se, ouve-se, caminha-se…

A “aeróbica bíblica” é muito interessante! Quando a Bíblia nos diz para andarmos uma milha além passa a idéia de algo que está sendo feito mais com a cabeça do que com o corpo. A decisão de continuar motiva a caminhada. E essa milha além já salvou muitos casamentos! Os benefícios dessa caminhada extra podem ser muito compensadores!

Na caminhada haverá tanto momentos para profundidade como para amenidades. Em qualquer fase que passemos em nossa vida conjugal, o respeito ao cônjuge sempre deve ser cultivado. Em momentos de profundidade, quando há revelações dolorosas, o respeito deve estar presente, não somente pela dor de quem revela, mas também pela dor de quem escuta. A conivência deve prosseguir em nível de respeito ao ser humano querido que se expõe. As brincadeiras devem ficar para mais tarde, pois o esforço de vir à tona pode resultar em um regresso imediato à casca, sem muita perspectiva de novas tentativas de aparecimento. Muitas mulheres reclamam que seus maridos são muito fechados, que não se abrem com elas. Será que em algum estágio da vida em comum, não houve algum tipo de humor mordaz perante revelações íntimas que levaram à “operação caramujo”? (Hoje pode ser o tempo de resgate!).

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A milha além deveria ser andada, no casamento, por ambos os cônjuges (quando os dois estão imbuídos da idéia de manter, melhorar e/ou salvar o casamento), mas algumas vezes é percorrida somente por um deles (aquele que está a fim de fazer sua parte).

A representação prática dessa milha dependerá da situação específica de cada casal. Além das tentativas de diálogo, da busca da localização do conflito, com conversas francas, reveladoras, sem véu, onde os cônjuges desnudam-se emocionalmente, buscam o Pai em oração, renovam seus votos e criam uma base mais firme, há algumas dicas, aparentemente simples, que podem vir a dar nova vida a nossos casamentos. Elas podem dar certo, e é sempre válido, tanto para quem as está praticando quanto para quem as está “recebendo”. O registro de que algo está sendo feito, em vez de simplesmente “deixar o barco correr” possibilita tranquilidade de espírito.

Tanto as esposas quanto os maridos devem praticá-las. Há algum tempo, na maioria das vezes, era a mulher quem possuía mais boa vontade para executá-las. Hoje em dia, porém, o número tem se equilibrado. Maridos também têm se esforçado no sentido de melhorar o relacionamento.

Às vezes não se faz nada, devido a um tipo de inércia que acomete aquele que percebe que “algum tempero está faltando”. Uma paralisação inicial é até natural, mas ela não pode se instalar. É preciso “arregaçar as mangas” e fazer aquilo que está ao nosso alcance em prol do relacionamento que pode ser o mais recompensador aqui na terra.

Haverá momentos em que será preciso usar diligência para tornar o ambiente mais gostoso, mais saudável, mais leve. Também nos momentos de amenidades e descontração, o respeito deve existir, para que entre uma brincadeira e outra, não saiam “tiros” que possam causar ferimentos com cicatrizes.

Busque um relacionamento compensador, onde o respeito mútuo transite livremente. Um papo descontraído, brincadeiras, esporte juntos, guerra de travesseiros, onde ambos se tornam novamente adolescentes, inclusive fazendo a corte um para o outro e também desanuviando nuvens fantasmagóricas sobre o casamento. Devemos, conscientemente, buscar situações ou atitudes que possam trazer tanto profundidade, quanto alívio ao convívio do casal. Seguem sugestões, mas, naturalmente a lista abaixo vai variar de casal para casal. Use o conhecimento que possui sobre aquilo que seu cônjuge aprecia, em cada área:

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  •   Desenvolva “códigos secretos” que só possam ser decifrados por ambos:
  • - Faça o prato preferido dele/dela
  • - Dê-lhe um livro/ revista, do gênero que ele aprecia
  • - Faça cortes de cabelo que ele/ela gosta
  • - Deixe música ambiente na hora dele/dela chegar
  • - Seja amigo (a)
  • - Seja carinhoso (a)
  • - Verbalize seu amor
  • - Perceba atitudes positivas
  • - Elogie essas atitudes
  • - Use lingeries mais ousadas
  • - Use o tipo de roupa que ele/ela admira
  • - Mande-lhe flores, cestas de café da manhã etc.
  • - Mande-lhe cartões
  • - Lembre-se de datas importantes para o casal, como aniversários, inclusive de casamento
  • - Leve um café bem especial na cama
  • - Ponha uma mesa bem bonita
  • - Orem juntos…

E a lista de sugestões vai por aí afora. Usando a imaginação, muita coisa pode ser feita. Personalize-a.

Às vezes, a pessoa ao lado de quem você acorda não se sente importante para você! São tantas as atividades que ocupam nossa atenção! É muito bom saber que somos amados e amadas. Verbalize isso, demonstre isso.

Cada situação é única e pode ser que um dos cônjuges se esforce, se desgaste em melhorar e mesmo assim, seja até desdenhado pelo outro. Daí, talvez seja indicado um tratamento mais específico com conselheiros ou psicólogos.

Porém, pode ser que seja exatamente isso que esteja faltando em seu casamento: o desenvolver de um relacionamento mais significativo, mais compensador, com momentos de profundidade que levem às lágrimas de comoção, ou a momentos de descontração e leveza que também provoquem lágrimas de tanto riso. Profundidade, amenidades, respeito, milha além representam nossa parte na procura diligente de preservarmos nossos casamentos.

Um regar mais assíduo a uma planta, um fertilizante de tempos em tempos pode fazer milagres. Nossos casamentos também precisam de cuidados. E, prepare-se, pois o vaso poderá até chamar a atenção, de tanto que irá florir!

* Iara Vasconcellos – É jornalista, produtora editorial e tradutora. Trabalha como editora assistente na Editora Hagnos, em São Paulo e é casada com João Marcos Vasconcellos há mais de 30 anos. Matéria originalmente publicada na Revista Lar Cristão e utilizada com a devida autorização. 

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Rosângela Cianci

Rosângela Cianci. Jornalista, blogueira, repórter, apresentadora, produtora de TV e idealizadora do site Universo de Rose. Incansável observadora do cotidiano, apaixonada pelo que faz. Ex-Secretária Executiva, sempre lidei com Diretoria e Presidência mas prestes a completar Bodas de Prata na área, resolvi desengavetar um sonho antigo: o Jornalismo. E parti pra nova luta com 40 (e uns anos), pois meu negócio é escrever e conversar sobre assuntos de A a Z...

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