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Atletas radicais: elas gostam é de adrenalina - mas se cuidam, viu?

 

Com os jogos de Inverno de Sochi, vimos muitos esportes extremamente radicais, e o que muitas vezes ainda nos surpreende, é a grande quantidade de mulheres que participam, embora a maioria ainda sejam homens. Elas quebram o paradigma que ainda existe na cabeça de muitas pessoas de que mulheres devem procurar esportes mais delicados, como o ballet, por exemplo.

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Priscilla Carnaval, atleta da seleção brasileira de BMX, afirmou em entrevista que após a primeira aula de Ballet, não via a hora de pegar sua bike, e saltar a maior quantidade de rampas possíveis, e nunca mais retornar.

Confira a entrevista da "Bela" que gosta mesmo é de adrenalina, mas não deixa os cuidados de lado e ainda se diz vaidosa:

  •            Universo de Rose: Como é para uma mulher, fazer um esporte radical em meio a tantos homens?

Priscila Carnaval: É um pouco diferente, o número de mulheres que praticam esportes radicais não é tão alto quanto ao número de homens, a mulher é mais delicada, sensível, e normalmente se arrisca menos. Até quando estamos aprendendo a pular rampas novas , somos mais cautelosas que os homens, pensamos bem antes de arriscar. Porém, com o esporte nos tornamos mais fortes, e até menos sensíveis  fisicamente falando.  Dentro da pista nos tornamos mais rudes, não nos preocupamos com ralados, roxos ou quaisquer riscos que o esporte proporciona. Fora das pistas sou  delicada, vaidosa, feminina como toda mulher (acho melhor, parece que atleta nenhuma é vaidosa).

  •             UR: inda existe muito preconceito?

PC: Existe bastante. As pessoas ainda são muito machistas com relação às mulheres praticarem esportes radicais, talvez por exigir muita força, técnica e coragem, mas hoje em dia a mulherada já provou que capaz de fazer as mesmas coisas que os homens e algumas vezes até mesmo melhor que muitos deles, sem perder a feminilidade.

  •             UR: Como foi para você sair da bike e tentar aula de ballet?

PC: Eu era muito nova quando minha mãe tentou me inscrever nas aulas de ballet, mas não funcionou. Não havia o que me fizesse gostar, para mim aquilo era muito entediante, parado, e eu desde criança sempre fui agitada, não conseguia ficar quieta por muito tempo. Então sobre duas rodas, com velocidade e adrenalina, descobri minha verdadeira paixão. No início, meus pais até pensaram que seria passageiro, então eu consegui minhas primeiras “tatuagens”, resultado do aprendizado, e estes ralados não foram suficientes para me frear , foi aí então que percebi que era o que eu realmente queria fazer: Competir, ser realmente boa no esporte, adquirir as técnicas e me tornar uma atleta profissional.

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  •  UR: Por que a opção pelos esportes radicais?

 PC: Sempre fui muito agitada, gostava do diferente, do difícil, do incomum, do arriscado, da adrenalina, gostava de desafios! Acho que não era uma menina como as demais de minha escolinha. Também pela grande influência do meu irmão que  é  pouco mais de um ano mais velho que eu. Sempre o imitava em tudo, ele era e ainda é um espelho (exceto que agora eu não uso a mesma lancheira de escola que ele, rs). Um dia meu pai passou em frente ao Centro Esportivo Pinheiros , e estava acontecendo uma corrida; e meu irmão pediu a ele que parasse o carro para que pudesse conhecer melhor, e eu estava junto. Meu irmão gostou e disse que queria começar com o esporte, eu não pensei duas vezes, logo respondi: "Eu também quero!" e então nunca mais paramos.

  •             UR: Você consegue manter a sua feminilidade mesmo praticando um esporte tão robusto?

PC: Eu tento ao máximo, sou uma mulher, uso maquiagem até para treinar, porém, nas pistas não meço esforços e não tenho frescuras , pois a sensação de cada salto, cada vitória faz tudo isso valer a pena. No final o suor, o cabelo despenteado e as roupas largas, por vezes sujas de terra,  tornam-se estilo de vida, não me incomodam, para mim é apenas um detalhe.

  •            UR: O que você faz para se cuidar?             

        PC: Bom, cuido muito de meu cabelo, gosto de pintar minhas unhas , não pode faltar um bom lápis e rímel, gosto de estar com a aparência sempre em ordem,  pois atleta ou não a aparência é a primeira impressão e é de grande importância para tudo na vida. A imagem é que abre portas para que conheçam nossa essência e muitas vezes ela não vem apenas com maquiagens e roupas, mas com um sorriso no rosto, com a maneira de falar, com a simpatia, portanto temos de cuidar do interior também, não basta apenas ser bonito visualmente, mas também dentro de nós mesmos. Muitas vezes é essa a imagem que faz a diferença, afinal de contas, somos a imagem que nossos fans, que são o futuro do nosso esporte, se espelham.

Espero que tenham gostado. Ótimo feriado a todos!

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