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Apresentadora do GNT Fashion Lilian Pacce, fala sobre família e o incansável mundo da moda

Ela é jornalista graduada na década de 1980, iniciou carreira no jornal Folha de São Paulo, onde cobriu desfiles em Paris, Milão, Londres e Nova York por nove anos, até que foi para o jornal O Estado de São Paulo, no qual permaneceu durante 20 anos. Há 17 anos à frente do GNT Fashion e também a autoria de cinco livros no currículo, além do trabalho que realiza como consultora e palestrante em eventos. Quando questionada sobre seu curso no London College of Fashion, a resposta está na ponta da língua “Eu acho que seria uma diretora criativa, mas não uma estilista”, conta a jornalista Lilian Pacce.

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Lilian conta que foi listada entre os 500 profissionais de moda mais importantes do mundo no rol do “Business of Fashion” e surpreende quando o assunto é salto alto e roupas de grife. “Por mim, usava roupa de ginástica todos os dias, adoro. Gosto muito dessas calças de malha, curtas, mais soltinhas. Adoro andar de tênis, adoro uma camisetinha”, afirma. E completa: “Muito dificilmente vou ceder pela estética em detrimento do meu conforto”.

 

Relembrando sua trajetória profissional, Lilian atesta  que foi autodidata nesse setor, já que, quando começou,  não havia faculdade de moda. “Eu fiz jornalismo para mudar o mundo, nunca pensei em fazer moda. Mas eu fui sendo empurrada para a moda nos lugares onde trabalhei. Era uma época em que você tinha zero informação sobre o assunto. Havia o jornalismo feminino, que não tinha nada a ver com o que eu queria fazer, mas não havia o jornalismo de moda. Eu aprendi fazendo”.

 

Moderna e elegante, com seu cabelo à la garçonne, Lilian não aparenta os 55 anos recém-comemorados.  Segundo ela, o pique e a energia são frutos da alimentação “peixetariana” desde os dezoito anos e das sessões de yoga e meditação, esta última sua nova descoberta. “Meditar era um projeto antigo, que todo ano eu prometia fazer.  No ano passado decidi começar e isso mudou minha vida. Estou muito mais concentrada”.

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O mês de março foi intenso para lilian pacce, que praticamente emendou a temporada europeia de desfiles com a São Paulo Fashion Week. Mal desembarcou em Guarulhos após dezesseis dias nas passarelas de Milão e Paris, ela rumou para o Pavilhão da Bienal para conferir os lançamentos de marcas estreantes como Tig e Fabiana Milazzo e de grifes consagradas como Osklen, Animale e Ellus.

Entre corridas nas rampas da Bienal para chegar a tempo nos desfiles, selfies com fãs e fashionistas de todo o Brasil, entrevistas e gravações para o seu canal do YouTube, Lilian encontrou um tempo para conversar  sobre moda conosco.

Segundo a jornalista, que está entre os 500 profissionais de moda mais importantes do mundo na lista do “Business of Fashion”, os desfiles dessa edição mostraram tendências como o lurex, a cor vermelha e – pasmem! – a volta da bota branca. “Sim, a bota branca voltou com tudo, além do sapato e do tênis branco”, ela pontua. “Outro hit desse inverno é o sleeper aberto atrás, o mule. Este será o sapato dessa temporada!”.

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O mais novo projeto da renomada profissional é o livro publicado no final de 2016, “O Biquíni Made in Brazil”, que conta a saga dessa roupa diminuta e revolucionária, nascida na França, mas que se transformou em um sinônimo de brasilidade. O livro rendeu uma exposição no CCBB do Rio de Janeiro intitulada “Yes, nós temos biquíni”, que será inaugurada este ano. “O livro foi um ponto de partida, mas o projeto não é sobre ele. A ideia é tratar da praia em si, da evolução e da liberdade da mulher em relação ao mundo da praia. Na exposição, haverá fotos, arte, peças originais. Estamos trabalhando muito nisso e vamos ocupar um andar inteiro do CCBB”, diz.

 

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Foi no jornal Folha de S.Paulo, em 1987, que Lilian, formada na Faculdade Cásper Líbero, começou a cobrir os desfiles de Paris, Milão, Londres e Nova York. Ficou nove anos na Folha, inclusive uma temporada em Londres, onde estudou no London College of Fashion e na Saint Martin’s School of Fashion.  “Nessa época eu fui fazer curso de modelagem, de desenho, e me reve-lei uma péssima aluna. Por isso eu acho que seria uma diretora criativa, mas não uma estilista”, ela responde, questionada se já pensou em se tornar estilista. “Pôr a mão na massa eu não sei, mas sei pedir o que eu quero,  com certeza”.

 

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Com essa determinação, ela conseguiu entrevistas  com algumas das figuras mais míticas do mundo da moda, como Karl Lagerfeld, estilista da Chanel. “Ele é um estilista que eu amo, um gênio, uma pessoa que fala o que ele quer, não o que a marca quer que ele fale”. Outro ícone fashion, a top Gisele Bündchen, vem sendo acompanhada pelos olhos de lince de Lilian desde que pisou pela primeira vez nas passarelas. “Eu vi Gisele estourando lá fora. E quando percebi que ela estava pegando todas as marcas, fui lá e fiz uma matéria com ela para o Estadão”, conta Lilian, que ficou vinte anos nesse jornal e apresenta e coordena, desde 2000, o programa GNT Fashion.

Respirando moda 29 horas por dia, Lilian reflete sobre o mercado atual. “A crise deu um chacoalhão muito positivo nesse setor, que tem a oportunidade de rever  processos, necessidades e buscar caminhos novos.  E isso não é só no Brasil, é no mundo todo. Uma das questões tem a ver com a sustentabilidade. As marcas, inclusive da chamada ‘fast fashion’, estão sendo cobradas.

Acredito que elas estão atentas, porque essas questões  ambientais e sociais têm um efeito no consumidor, ele se preocupa com isso”. No entanto, ela pondera, “no  Brasil não estamos acostumados nem a ler a composição do tecido na etiqueta – o que dirá a origem da roupa?”

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Em 2007, a jornalista lançou um projeto contra o uso de sacolas de plástico descartáveis, a campanha “Eu Não Sou de Plástico”, e é bastante alinhada com a causa da moda sustentável. Seu mais novo projeto tem a ver com uma peça ama da pelas brasileiras: o biquíni.

Mesmo com uma rotina profissional frenética, Lilian não deixa de curtir a família. Ela e o jornalista Leão Serva, casados há 29 anos, são pais de Maria, de 28, que faz mestrado em sustentabilidade na Austrália; da advogada Clara, de 27; e de João, de 16.

Para quem acha que, por ser especialista em moda, ela só usa salto e roupas de grife, Lilian surpreende. “Por  mim, usava roupa de ginástica todos os dias, adoro. Gosto muito dessas calças de malha, curtas, mais soltinhas. Adoro andar de tênis, adoro uma camisetinha. Muito dificilmente vou ceder pela estética em detrimento do meu conforto”.

“Viajar leve, com mala coordenada. Escolher uma ou duas cores e fazer tudo em torno disso. Nos voos nacionais eu prefiro sempre levar a bagagem na mão, só não tem dado muito certo por causa do nécessaire. Com a idade o tamanho do nécessaire aumenta”, ela diz, com seu sorriso largo.

Sim, ela se diverte trabalhando o tempo todo. “Isso ajuda muito, é muito bom gostar do que se faz. Acho que a moda me trouxe oportunidades incríveis na vida, de conhecer pessoas, lugares. E de mostrar isso para os outros, de compartilhar com o público, tanto no site quanto na televisão. É muito bom poder fazer isso – e livremente, um pouco diferente do modelo blogueira de hoje. É uma curadoria minha, então a gente coloca o que acha realmente legal e relevante”, diz a jornalista.

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A edição de abril da revista 29HORAS, publicação oficial e gratuita do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, destaca em sua matéria de capa entrevista exclusiva com Lilian Pacce. A jornalista e consultora de moda fala de sua trajetória no agitado mundo fashion. Além da entrevista, a publicação apresenta uma reportagem especial sobre moda com vários pontos de vista, como no e-commerce, no consumismo e nos holofotes da fama.

Imagens: Divulgação GNT / Instagram da Lilian Pacce

 

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Rosângela Cianci

Rosângela Cianci. Jornalista, blogueira, repórter, apresentadora, produtora de TV e idealizadora do site Universo de Rose. Incansável observadora do cotidiano, apaixonada pelo que faz. Ex-Secretária Executiva, sempre lidou com Diretoria e Presidência mas prestes a completar Bodas de Prata na área, resolveu desengavetar um sonho antigo: o Jornalismo. E partiu pra nova luta com 40 (e uns anos), "pois meu negócio é escrever e conversar sobre assuntos de A a Z"...

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