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Claudia Raia é uma festa e nos fala sobre detalhes de sua versão do musical “Cantando na Chuva”

Ela conta sobre o espetáculo, que ficará em cartaz apenas em São Paulo; fala de sua relação com o marido, Jarbas Homem de Mello; e revela seus projetos para 2018 em novela na TV Globo e teatro, faz mistério: “Tenho novidades para 2019 que em breve todos irão saber”

Claudia Raia esbanja talento. Ela expressa a ousadia e sensualidade da mulher brasileira. Multifacetada, mãe antenada e presente, imprime a sua marca sedutora em tudo que faz. Ela é uma das principais responsáveis pelo grande impulso e o sucesso dos espetáculos musicais no teatro no Brasil. Atriz, dançarina, cantora, produtora e empresária das artes cênicas nacionais já estrelou vários deles e também pela produção de alguns musicais. Ela conta que foi em uma viagem para Londres com o marido Jarbas que o casal viu o espetáculo pela primeira vez e abraçaram o desafio de montar em palco brasileiro a história de um dos filmes mais celebrados do cinema. “Tínhamos esse desafio de adaptar a obra, fazer a nossa versão. E, sem modéstia, gosto mais da nossa”, revela a atriz.

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A cena-símbolo do filme “cantando na chuva”, em que Gene Kelly, como Don Lockwood, canta e rodopia pela rua debaixo de uma chuva torrencial, é um clássico que até os mais jovens conhecem. Um momento único, encantador e, por isso mesmo, difícil de ser reproduzido. Mas não para o supercasal Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello. Depois de assistir ao espetáculo em Londres, esta dupla dinâmica abraçou o desafio de montar no palco do Teatro Santander a história de um dos filmes mais celebrados do cinema. E com todos os elementos desta cena imortal. “Quando toca aquela música, e você vê o Jarbas cantando com aquele guarda-chuva aberto, é emocionante. E o público vai ao delírio”, diz Claudia.

Quando o assunto é Jarbas Homem de Mello, Claudia se derrete pelo companheiro, ao qual só faz elogios. “Nós somos amantes e amigos. A combinação perfeita. Gostamos de estar juntos, temos as mesmas referências, o mesmo humor. É gostoso a nossa troca. Dividimos o peso do trabalho. Eu sou babona mesmo. Fico muito orgulhosa de vê-lo tão elogiado. Ele é um grande ator, muito dedicado e merece esse reconhecimento”, diz.

A edição de dezembro da 29HORAS, destaca entrevista com Claudia Raia. Que está com o musical “Cantando na Chuva” em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo, no qual atua junto do marido, Jarbas Homem de Mello. Ela revela a sua felicidade com o sucesso do espetáculo e os detalhes de toda a preparação para que ganhasse vida aqui no Brasil. Confira também aqui no Universo de Rose!

Universo de Rose - Quais eram as suas expectativas ao montar “Cantando na Chuva” e o que sente com o enorme sucesso de público?

Claudia Raia - Estamos passando por um momento muito delicado  na nossa política e, principalmente, no que diz respeito à nossa cultura. Quando estávamos iniciando “Cantando  na Chuva”, eu queria que esse espetáculo trouxesse alegria e, por que não, esperança para o público. Fazer arte no Brasil não é uma tarefa fácil, mas sou apaixonada pelo meu trabalho. Respiro isso. Essa é uma história clássica. O filme é repleto de comédia, romance e números clássicos, que estão no inconsciente coletivo do mundo inteiro.

UR – E este espetáculo atingiu seus objetivos?

CR – Eu queria que o espetáculo fosse o mais próximo possível do original “Singing in the Rain”. Foi um desafio fazer uma leitura teatral em que as pessoas pudessem se sentir dentro do filme imediatamente. E falo com tranquilidade, nós conseguimos. É um projeto do qual estou muito orgulhosa. Tenho muito que agradecer à minha sócia Stephanie Mayorkis, que embarcou comigo nessa aventura; ao Jarbas, meu parceiro; e a todos que estão envolvidos. Sentir que o público sai feliz do teatro, com aquela sensação de estar renovado para o mundo lá fora, não tem preço, é uma sensação muito gostosa.

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UR – Qual foi a reação do público diante do espetáculo?

CR – Realmente, o público delira ao ver Jarbas, um notável sapateador, cantando e dançando sob uma chuvarada em pleno palco, assim como vibra com os números de dança e canto do afinado e jovem elenco. Os atores Reiner Tenente e Bruna Guerin estão ótimos. Eu enceno a cômica Lina Lamont, mostrando sua forma atlética e sua histórica dedicação ao balé e aos musicais.

Tínhamos esse desafio de adaptar a obra, fazer a nossa versão. E, sem modéstia, gosto mais da nossa (risos).

UR - O que foi mais desafiante nessa superprodução?

CR - Nossa, em se tratando de “Cantando na Chuva”, tudo foi desafiante (risos). Foi uma megaoperação montar esse espetáculo. Precisávamos de um elenco coeso, que soubesse atuar, cantar, dançar, sapatear e com carisma. E encontramos essas pessoas. Foram dias e dias de testes e de muitas avaliações. Contratamos uma empresa britânica especializada em automação de chuva para fazer o efeito no palco. O teatro teve que ser preparado para isso. Construímos um palco em cima do palco, para poder escoar a água e ter os canos. As roupas precisaram ser adaptadas para os momentos da chuva. Sem falar nos ensaios e ensaios. Foram muitas horas de dedicação. Outra coisa: quando assisti esse espetáculo em Londres, eu gostei muito, mas queria fazer uma versão brasileira e não a cópia lá de fora. Tínhamos esse desafio de adaptar a obra, fazer a nossa versão.

 UR – Como é trabalhar com o Jarbas?

CR – Nossa, nós somos amantes e amigos. A combinação perfeita. Gostamos de estar juntos, temos as mesmas referências, o mesmo humor. É gostoso a nossa troca. Dividimos o peso do trabalho. Eu sou babona mesmo. Fico muito orgulhosa de vê-lo tão elogiado. Ele é um grande ator, muito dedicado e merece esse reconhecimento.

UR – Em relação a sua personagem, Lina, como foram as demandas e quantas horas de treino por dia?

CR – Foram muitas horas de ensaio. Praticamente oito, dez horas por dia, seis vezes por semana. Aula de sapateado, balé... no caso da Lina Lamont, minha personagem, ela tem uma voz esganiçada, o seu grande diferencial (risos). O trabalho dessa mudança de voz começou com o Maestro Marconi, que é meu professor de canto. Ele criou essa voz comigo. Depois, fiz um trabalho com a Silvia Pinho, fonoaudióloga de voz cantada e falada, e ela fortaleceu o meu cinturão de cima, que é uma região que quase não uso. Isso foi preciso para que eu pudesse cantar e falar sem danificar em nada a minha voz. Tem dias que fazemos duas sessões, então, a preparação não é como era antes do ensaio, mas continuo com as aulas de dança e sapateado, fono e aulas de canto também. É muito trabalho.

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UR – Como se sente por ter dado um grande impulso para o sucesso dos musicais no brasil, estrelando e produzindo vários deles; e quais são os seus planos para 2018?

CR – Eu fico muito feliz quando alguém me fala isso. A verdade é que eu fui atrás de fazer aquilo que eu amo. E sou apaixonada pelo teatro, por dança e musical. Tive encontro na minha vida com artistas que alimentaram ainda mais essa paixão que tenho pelo meu ofício. Em 2018, eu tenho uma nova novela para fazer, uma trama das sete, com uma personagem cômica e bastante interessante. Vou ter a direção do meu amigo querido Jorginho Fernando. No teatro, tenho novidades para 2019 que em breve todos irão saber. Sobre “Cantando...” ainda estamos finalizando essa temporada em São Paulo. É impossível viajar com o espetáculo, nem para o Rio de Janeiro. É uma produção muito grande.

SOBRE A 29HORAS - No mercado desde 2009, a revista 29HORAS é uma publicação mensal dirigida exclusivamente aos passageiros que embarcam e desembarcam no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Auditada pela BDO, empresa especializada em auditoria e consultoria, a revista conta com 65 mil exemplares a cada edição. A edição de dezembro da 29HORAS, destaca entrevista com Claudia Raia. A atriz, dançarina, cantora e produtora está com o musical “Cantando na Chuva” em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo, no qual atua junto do marido, Jarbas Homem de Mello. Ela revela a sua felicidade com o sucesso do espetáculo, que não deverá ser encenado em nenhuma outra cidade do Brasil. A revista também traz uma reportagem especial sobre games, mostrando que a indústria dos jogos eletrônicos, que já fatura mais do que o cinema, espera ser a principal mídia a crescer nos próximos anos no mundo.A revista ainda traz a diversificada agenda 29HORAS com um guia completo com mais de 100 programas para todas as horas do mês, com peças, filmes e um tour gastronômico pela cidade de São Paulo. botao voltar

 

Rosângela Cianci

Rosângela Cianci. Jornalista, blogueira, repórter, apresentadora, produtora de TV e idealizadora do site Universo de Rose. Incansável observadora do cotidiano, apaixonada pelo que faz. Ex-Secretária Executiva, sempre lidei com Diretoria e Presidência mas prestes a completar Bodas de Prata na área, resolvi desengavetar um sonho antigo: o Jornalismo. E parti pra nova luta com 40 (e uns anos), pois meu negócio é escrever e conversar sobre assuntos de A a Z...

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